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Infectologia sem julgamento



O Dr Ricardo Vasconcelos é referência em infectologia na capital paulista. O diferencial em seu atendimento é o respeito pelo comportamento sexual individual de cada um sem julgamentos, sem olhares contrários. “Se alguém chega ao meu consultório e fala que acabou de descobrir que é soropositivo, eu não vou ficar batendo na tecla de que ele ‘deveria ter usado camisinha’ ou que ele teve um ‘comportamento inadequado’. Isso só vai constrangê-lo e atrapalhar. Ninguém pode ficar apontando. Quem pode pegar HIV hoje em dia é quem transa e todo mundo transa. Sendo assim, qualquer pessoa pode pegar, principalmente quem não usa camisinha. E atire a primeira pedra quem nunca transou sem preservativo” diz.

 

Ele conta que mesmo três décadas após o surgimento da doença, ainda existe muita desinformação. “Por mais que a gente veja noticias na TV sobre o assunto, quando acontece com você, o que aparece na sua cabeça é aquela mesma imagem negativa e preconceituosa que existe desde a década de 80. Muita gente pensa que vai logo morrer”.

 

De acordo com Ricardo, a falta de conhecimento é que gera essas conclusões absurdas. “Tem paciente que diz: ‘acabei de descobrir que tenho hiv, o que faço? Vendo meu apartamento, peço demissão, posso me despedir da minha família?’. Você tem que fazer ele entender que a vida vai continuar, mas apenas com algumas alterações na rotina” diz. Tratar hiv em 2014 é fácil. Na década de 80 era bem mais difícil. A dificuldade hoje é tirar aqueles pensamentos antigos e preconceituosos que os pacientes ainda tem” completa.

 

O médico explica que para controlar o vírus é preciso tratar os infectados. “Quando o portador está tomando o remédio corretamente e quando ele está com a carga viral indetectável, significa que o vírus não pode ser encontrado no sangue dele e ele praticamente não transmite mais. Temos que focar a prevenção no cara que já pegou para que a doença não se alastre. Isso já funciona em vários países do mundo” afirma. Essa técnica já é usada nos Estados Unidos, onde eles priorizam o tratamento dos portadores como prevenção.

 

Ele diz ainda que a relação entre o profissional e o infectado tem que ser de igual pra igual. “Quem trabalha com soropositivos tem que trata-los de frente. Não olhar para ele de cima, com ar superior, isso estimula a culpa. Tem muito infectologista que o paciente pergunta: ‘Eu posso tomar bebida alcoólica quando estou em tratamento com antirretrovirais?” e a resposta é não. Mas é claro que pode. Eu já falo: “Beba sim. Claro que pode beber. O que não pode é beber demais, ficar embriagado a ponto de esquecer de tomar o remédio” . E para profissionais que pensam diferente ele manda um recado: “Ser infectologista é saber trabalhar com atenção e carinho a saúde dos negligenciados diariamente pela sociedade”.

 

Clique aqui e veja a reportagem na íntegra.