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Sem Filhos aos 35 anos, vale a pena pensar em preservação de fertilidade

Cerca de 10% da população em idade reprodutiva apresenta problemas relacionados a fertilidade. Alguns estudos demostram o declínio do índice global de fertilidade, principalmente entre mulheres com mais de 35 anos de idade. Dentre vários fatores, o principal está a mudança no comportamento reprodutivo da mulher que postergou a maternidade em favor da vida profissional, fato que a expõe a maior risco de ginecopatias como infecções tubárias e endometriose, além da diminuição da reserva ovariana.

Entende-se por reserva ovariana a quantidade de óvulos remanescentes nos ovários de uma mulher. Uma adolescente apresenta cerca de 400.000 óvulos. No decorrer da vida esse número se reduz até o momento da menopausa, quando o número dessas células se aproxima do zero. O ritmo de perda de óvulos independe do número de gestações que essa mulher teve, se usou ou não anticoncepcional, etc. A perda e o envelhecimento dos óvulos sempre ocorre, independentemente de qualquer fator externo.

Dessa forma, a fertilidade feminina diminui basicamente devido a dois fatores. Primeiro: diminuição da quantidade de óvulos; segundo: devido ao envelhecimento desses óvulos. O envelhecimento dos óvulos diminui a capacidade reprodutiva das mulheres uma vez que apresentam menor capacidade de ser fertilizado por um espermatozóide, e além disso, ao ser fertilizado, apresenta maior risco de cromossomopatia. As cromossomopatias podem levar a abortos espontâneos de 1º trimestre de gravidez ou a mal formações, como a Síndrome de Down.

Frente a esse cenário a Preservação de Fertilidade ganha importância. Atualmente é possível realizar tratamentos que congelam os óvulos para serem utilizados em um momento futuro. Ao realizar tal procedimento aos 34 anos por exemplo, uma mulher que pretende engravidar aos 38 anos apresentará chances de gestação próximas as que ela tinha aos seus 34 anos. São óvulos com 34 anos de idade, são mais jovens, e portanto, apresentam maior capacidade de gerar uma gestação.

Podemos utilizar alguns testes para avaliar a Reserva Ovariana de uma mulher. Dentre eles estão a dosagem do Hormônio Anti-mulleriano, a Ultrassonografia com Contagem de Folículos Antrais, dosagem de FSH, Inibina, entre outros. São testes úteis visando ao aconselhamento individualizado à paciente.

Fica a mensagem: se você está chegando aos 35 anos e a maternidade não está nos planos de curtíssimo prazo, vale a pena conversar com um especialista sobre Preservação de Fertilidade!