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Linfomas

Linfomas correspondem a um amplo conjunto de tumores malignos originados de células do sistema linfático. São cânceres relativamente comuns, sendo o nono tipo mais frequente em nosso meio. Podem acometer indivíduos em qualquer faixa etária, porém o risco de desenvolver linfoma é maior em idosos (acima de 60 anos), em portadores de infecções crônicas (HIV, hepatite C, dentre outras), em pacientes com imunodeficiências, em portadores de doenças auto-imunes e em pessoas com exposição a produtos tóxicos (solventes, agrotóxicos). Os linfomas não são cânceres hereditários, isto é, não são herdados, porém, a presença de histórico familiar de linfoma é fator de risco em alguns casos.

Grande parte dos linfomas atualmente são tratáveis, incluindo tipos em que a chance de cura é alta. Os linfomas são divididos em 2 grandes grupos, linfomas não Hodgkin e linfomas de Hodgkin, este, mais raro.

De forma geral, os linfomas costumam se manifestar com aumento progressivo de tamanho de um ou mais gânglios linfáticos (popularmente conhecidos como ínguas), em geral acima de 1,5 cm. Além disso, outros sintomas que frequentemente podem estar associados aos linfomas são perda de peso (perda de mais de 10% do peso em 6 meses), suores noturnos (volumosos, chegando a molhar a roupa do paciente), febre noturna persistente e coceira no corpo. Vale ressaltar que há células do sistema linfático por todo o organismo, portanto, qualquer órgão pode ser acometido pela doença.

Na avaliação de um paciente com suspeita de linfoma, é necessário obter histórico médico amplo, além de exame físico detalhado, incluindo avaliação das diversas cadeias de gânglios linfáticos. Alguns exames de sangue podem auxiliar na investigação, assim como exames de imagem, tais como tomografia computadorizada e PET-Scan. Para se chegar ao diagnóstico, é fundamental a realização de biópsia do gânglio suspeito, cujo resultado definirá a presença de linfoma e seu tipo ou subtipo.

Para o tratamento correto do paciente com linfoma, é preciso garantir o diagnóstico adequado, uma vez que cada subtipo possui um tratamento específico. O tratamento pode incluir, de forma combinada ou isolada, quimioterapia, radioterapia, transplante de medula óssea. Em alguns casos de linfomas menos agressivos, pode não ser necessário tratamento imediato. A resposta ao tratamento dependerá de algumas variáveis, como idade do paciente, tipo de linfoma, se o linfoma está localizado ou disseminado, e da presença de outras doenças associadas.