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Escoliose

escoliose

Chama-se escoliose o desvio da coluna no plano frontal, que além da inclinação lateral da coluna está frequentemente acompanhado de rotação das vértebras e de seus componentes.
Existem muitas formas de classificar as escolioses. Em primeiro lugar devemos identificar a origem da escoliose, ou seja, sua causa ou etiologia:
Escoliose idiopática: é aquela em que não se consegue habitualmente identificar possíveis fatores causais para a deformidade e que normalmente não está relacionada a nenhum outro problema de saúde ou alteração sistêmica. É mais frequentemente encontrada em adolescentes do sexo feminino.
– Escoliose congênita: é aquela na qual existem defeitos na estrutura das vértebras ou costelas, tais como malformações, fusões indevidas ou ausência de desenvolvimento.
Escoliose neuromuscular: é aquela associada a patologias que causam enfraquecimento da musculatura do tronco e membros como, por exemplo, paralisia cerebral, distrofias musculares, amiotrofia espinal, mielomeningocele, lesão medular e diversas outras doenças e síndromes genéticas.
Escoliose secundária a outras causas: é aquela que pode ser originada por tumor, infecção, por cirurgia prévia, defeitos do tórax ou abdome e por outras tantas patologias.
Escoliose degenerativa ou “de novo”: é aquela causada por degeneração, envelhecimento e desgaste das estruturas da coluna, normalmente encontrada em indivíduos após os 60 anos.
Uma vez identificada a origem da escoliose, deve-se tentar caracterizá-la da melhor forma possível através de um cuidadoso exame físico e de exames de imagem complementares. Idealmente para todos os casos de escoliose deve ser realizada uma radiografia panorâmica (total) da coluna, tanto de frente quanto de perfil. Conforme avaliação médica outros exames poderão ser solicitados tais com tomografia computadorizada e/ou ressonância magnética e/ou radiografias em outras incidências.
O tratamento das escolioses depende em linhas gerais da etiologia da escoliose, dos sintomas, da magnitude da deformidade, da progressão (piora) da curva, da idade e do grau de maturidade esquelética do paciente, da condição clínica do indivíduo, da possibilidade de ganho de qualidade de vida, da experiência da equipe médica e dos tratamentos prévios realizados. A decisão acerca da melhor conduta deve preferencialmente ser tomada em conjunto pela equipe médica (cirurgião, clínico, pediatra, endocrinologista, geneticista etc), paciente, familiares e outros profissionais envolvidos no cuidado destes pacientes.