Agende uma consulta
  • captcha

Calculo Renal

A litíase do trato urinário (também chamada de cálculo ou pedra no rim, ureter e bexiga) é um problema extremamente comum, e acredita-se que 12 % da população formará uma pedra no decorrer da vida.. Atinge mais frequentemente adultos na faixa dos 30 a 40 anos. Os sintomas dos cálculos urinários são os mais diversos. A pedra pode permanecer assintomática no rim por muitos anos, ou pode se soltar e descer pelo trato urinário. Uma pedra pequena pode ser eliminada sem causar muitos sintomas, mas as pedras maiores podem ficar presas no ureter, bexiga ou uretra, causando obstrução da urina , infecção e muita dor.

Os cálculos  podem ser diagnosticados por vários métodos de imagem: Raio x simples visualiza cerca de 70% dos mesmos, porém apresenta limitações em cálculos pouco radiopacos e em obesos e requer preparo intestinal. A ultra-sonografia é um excelente método diagnóstico, porém é operador dependente e visualiza com dificuldade cálculos no 1/3 médio do ureter. Atualmente a associação de raio-x simples de abdome com ultra-som consegue diagnosticar corretamente até 97% dos cálculos ureterais e é a forma mais utilizada de diagnóstico em nosso meio. A urografia excretora é um excelente método diagnóstico, porém vem perdendo terreno nos últimos anos; necessita do emprego de contraste iodado e pode piorar a dor se realizada na vigência de um episódio de cólica graças à diurese osmótica que provoca. O padrão ouro no diagnóstico dos cálculos ureterais atualmente é a tomografia computadorizada helicoidal sem contraste que apresenta sensibilidade e especificidade da ordem de 97%, é um exame rápido, inócuo e que permite a medida da densidade do cálculo.

O tratamento dos cálculos ureterais vai desde a observação até a sua remoção utilizando ureteroscópios. A observação é preconizada em pacientes pouco sintomáticos e com cálculos com diâmetro inferior a 7 mm. O uso de medicações que auxiliam na eliminação dos mesmos tais como bloqueadores alfa-adrenérgicos e de canais de cálcio são recomendados, pois aumentam a taxa de eliminação dos cálculos e reduzem ó número e a intensidade das cólicas. Em nosso meio a droga mais usada é a tamsulozina, que apresenta poucos efeitos adversos.

O tratamento intervencionista é indicado em pacientes com dor intratável, com ureterohidronefrose importante ou infecção. É interessante, sempre que possível que se leve em conta a densidade do cálculo, medida na tomografia. Cálculos com densidade superior a 1000 UH são mais difíceis de serem fragmentados através da Litotripsia Extracorpórea. Os ureteroscópios semi-rígidos são os mais utilizados em nosso meio. Ao final do procedimento pode ou não deixar-se um cateter ureteral tipo duplo J, que pode permanecer de uma até seis semanas. As complicações da ureteroscopia são pouco freqüentes, citando-se entre elas a perfuração ureteral e as estenoses de ureter que acontecem em cerca de 0,5 a 1 % dos procedimentos. Existem ainda duas outras formas de tratamento de cálculos ureterais: a laparoscopia, um método ainda não consagrado e reservado para cálculos de ureter superior maiores de 2 cm e a tradicional cirurgia aberta, hoje em dia pouco utilizada dada sua maior invasividade.